quarta-feira, 2 de junho de 2010

Não

Não
Estou sozinha

Ando acompanhada da solidão
Dos meus pensamentos
Convicções

Ando ao lado das minhas certezas
Das minhas fraquezas
Do meu vazio

Ando com marcas e manchas
Lembranças doídas
Daquele gosto amargo que isso tem

Não
Estou sozinha
Porque sou a minha unica companhia também

Sou a minha carta da sorte
Meu objetivo
Meu próprio sonho

Sou aquilo que quero lembrar
Sou um pouco daquilo que quero esquecer

Sou fragmento de cada coisa de mim: substantiva, adjetiva e abstrata.



sexta-feira, 7 de maio de 2010

Ela é o meu Rosário.

Perdemos-te naquele dia...

Nossa ponte, abrigo e alegria

A força que apaziguava

E os olhos que reprimia


Eras bela, eras frágil

Mãe de todos nós

Fonte da minha origem

Marca da minha essência

A minha eterna identidade


Ficamos aqui ausentes de teus cuidados

Cheios de lembranças

E sorrisos inacabados


Com cartas e letras ainda seladas

Por teu jeito e cor

Tuas marcas perpetuadas


Teus olhos ficaram presos

Numa simples fotografia

Cheiro, amor

Jamais esquecido nem se quer por um dia


És saudade

Que o tempo

Aquele tempo

Dorme, mas alivia.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Tudo voltaria

Primeiro aquela cor do cabelo, da pele, dos olhos
Formato do rosto, da boca, das mãos
O jeito de falar, andar, sorrir

Depois vêm os telefonemas, mensagens, e-mails, cartas
As promessas, as vontades, as aceitações, os planos

E de novo aqueles olhos, que agora falam
Gritam, gostam, desgostam, reprimem, amam
Olhos ciumentos, de raiva, de carinho, de choro, de sono, de silêncio

Os transtornos e mudanças

Então vem a primeira curva
Com suas linhas cheiinhas de tanta verdade.
Que dói, corrói, amassa, parte, destrói

Acaba/volta

Volta devagar, “Segura pra não cair”
Amadurece, aprende, não faz mais, faz mais ainda
Abstrai e tenta esquecer...

segunda-feira, 15 de junho de 2009

domingo, 24 de maio de 2009

Doce silêncio

Cuida para que meu silêncio
Não me deixe crua
Que ele não cale essa boca tua
Nem cause absorção
Faz-me acreditar levemente
Que não está sendo lembrada
É melhor que esquecida totalmente
Quando se foi amada inversamente
Silenciar é uma arte
Que instiga a solidão
Tal qual palavras de calmaria
O silêncio provoca redenção
Cuida para que meu silêncio de agora
Não se transforme depois
Em grandes e tristes ecos de dor
Pois jamais haverá vitória,
Na derrota meu amor...
Minha voz é calma e suave...
Mas não queira ouvir o meu silêncio
É ensurdecedor

domingo, 10 de maio de 2009

sexta-feira, 8 de maio de 2009